sábado, 1 de janeiro de 2011

Editorial Janeiro 2011

Bem-vindo 2011

paz1Estamos a iniciar o Novo Ano. No imaginário de todos nós, abre-se um ciclo temporal novo que vem quase sempre acompanhado com sentimentos de optimismo e esperança. E isso materializa-se nos desejos de «Bom Ano Novo» que profusamente distribuímos a amigos, conhecidos e desconhecidos.
As instituições não reagem de forma diferente das pessoas individuais. O início do ano carrega um ânimo novo. Desenham-se ou redesenham-se planos, objectivos e metas. Para trás ficam os tradicionais balanços, mais ou menos optimistas, geradores de orgulho ou frustração. É uma «liturgia» que anualmente se repete.
Curiosamente, há 44 anos, a Igreja Católica instituiu o primeiro dia do ano (1 de Janeiro) o Dia Mundial da Paz, pretendendo, com este acto, convidar os Cristãos e todos os «Homens de boa vontade» a iniciar o novo ciclo temporal, meditando sobre os valores da Paz e da concórdia entre Pessoas e Estados. De facto, a Paz é possível e necessária. Só num quadro de paz real os homens podem ser felizes.*
Ao iniciarmos o ano de 2011 em que um pouco por todo o mundo se fala de crise económica e financeira, talvez seja interessante recordar a expressão do Papa Paulo VI na encíclica Populorum Progressio: «O Desenvolvimento é o novo nome da Paz».
Nesta perspectiva, lutar contra a crise é lutar a favor da Paz. E essa luta é necessária e urgente. Há demasiadas situações localizadas de guerra visível ou latente que importa eliminar. Só assim seremos capazes de construir um «Mundo melhor».
Cada um de nós deve aproveitar este impulso – que paira no ar no início do ano – para se consciencializar  que tem obrigação de  contribuir para que o mundo onde vivemos se aproxime um pouco mais do seu ponto de felicidade, a que Teilhard Chardin chamou  ponto Ómega. Não é difícil descobrir em cada um algo que possa fazer em prol deste desiderato.

A Direcção
Janeiro 2011


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