terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Editorial Fevereiro 2011

O dever e direito
de participar na vida Colectiva
 
votoO Ser Humano foi criado para viver em relação com os outros. Na Antiga Grécia, Aristóteles lembrava: o Homem é um animal social. De facto desde os longos tempos da sociedade tribal até ás sociedades actuais, foi-se acentuando a interdependência dos indivíduos. Cada um de nós, em cada dia, desde que se levanta até que se deita, beneficiou do trabalho de uma imensidão difícil de contar de pessoas, a maior parte das quais nem sequer viu.
Tudo isto é possível porque vivemos num sociedade organizada onde existem regras e normas que todos temos a obrigação de aceitar e promover. Um aspecto incontornável da vida colectiva é a organização do poder: quem manda e a quem se reconhece autoridade?
Em sociedades como a nossa, dita de regime democrático, o «Poder» reside no conjunto dos Cidadãos (o Povo). Como seria impossível o exercício do «Poder» por todos, criou-se a chamada Democracia Representativa, em que alguns são designados para exercerem, em seu nome, o «Poder» que é de todos. Que aconteceria se numa Comunidade mais de metade decidisse dos seus membros decidisse alhear-se completamente da vida da sua Comunidade?
Vêm estas considerações a propósito das eleições Presidenciais realizadas em Portugal no final de Janeiro deste ano. Cerca de 53% dos cidadãos portugueses decidiram não votar e alienaram assim o seu direito de manifestar opinião. (Atenção não votar não é o mesmo que votar em branco ou nulo). Haverá muitas razões que justificam esta situação e boa parte delas não são imputáveis aos que não votaram. Mas o facto em si, para além das razões que o justificam, é que é negativo e empobrecedor.
Votar é muito importante mas não é a única forma de participar na vida colectiva. Cada um de nós tem de preocupar-se com a vida da sua «cidade». Cada Cidadão deve procurar informar-se através de livros, revistas, conferências, cursos, etc. e participar em iniciativas concretas como debates, fóruns, petições, pedidos de esclarecimento, rede sociais, manifestações, entre outras formas.
João Paulo II na sua primeira carta Encíclica «Redemptor Hominis» escrevia como essencial a «necessidade de correcta participação dos cidadãos na vida pública da comunidade tendo em conta as reais condições de cada povo.»

A Direcção
FEVEREIRO de 2011

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