quarta-feira, 1 de junho de 2011

Editorial Junho/Julho 2011

E Agora, Portugal?

Concluído o processo eleitoral, tomou posse um novo Governo para a Republica Portuguesa. Abriu-se um ciclo político novo que, todos esperamos, permita ultrapassar as dificuldades decorrentes deste estado de crise que estamos a viver.
Não tenhamos ilusões: este Governo não terá vida fácil. Por outro lado, terá uma margem de manobra estreita e a sua acção será condicionada por decisões e acontecimentos que ocorrerão fora de Portugal.
Na opinião pública, como sempre acontece, há os cidadãos incondicionais apoiantes do elenco Governamental, da sua estrutura e princípios adoptados e os que manifestam reservas e dúvidas sobre a capacidade de alguns nomes empossados, bem como a viabilidade do modelo estrutural definido. Outros ainda, mantendo uma atitude expectante, esperam usufruir, benefícios ou favores que julgam ter direito a manter ou aumentar.
Neste contexto talvez seja útil recordar as palavras do malogrado ex-Presidente dos Estados Unidos - John F Kennedy - dirigindo-se aos cidadãos americanos em tempos difíceis: «não perguntes o que é que o teu país pode fazer por ti; pergunta antes, o que é que tu podes fazer pelo teu país».
  • Será que cada um de nós está disponível para que, independente da sua situação de partida, aplaudir, e quiçá incentivar, de forma activa as medidas adoptadas pelo Governo que favoreçam os mais desprotegidos e o bem comum?
  • Será que cada um de nós está disponível para ceder alguns dos seus recursos ou privilégios a favor dos que deles necessitam?
  • Será que cada um de nós está disponível para trabalhar mais e melhor sem estar à espera de obter ganhos estritamente pessoais ou do seu grupo?
  • Será que cada um de nós está disponível para combater injustiças e erros, venham donde vierem?
  • Será que cada um de nós está disponível para lutar pelos direitos, particularmente, daqueles que não têm voz?
  • Será que cada um de nós está disponível para assumir os deveres que qualquer projecto de construção social implica?
Se algumas destas respostas forem positivas e tiverem eco no coração de uma grande maioria dos portugueses, dentro de poucos anos Portugal será um país diferente, desenvolvido, onde valerá a pena viver.
Junho/Julho 2011
A Direcção

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