segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

EDITORIAL Dezembro2011


HAVERÁ FUTURO PARA A UNIÃO EUROPEIA?
Talvez esta seja um das perguntas que apareça mais frequentemente no espírito de muitos cidadãos europeus. Entre os Analistas, há os optimistas que acreditam que a Europa, não obstante as dificuldades financeiras que atingem alguns dos ses Estados Membros, conseguirá ultrapassar as actuais dificuldades e, a prazo, voltará a ocupar um lugar de relevo, voltando a afirmar-se como potência económica. Outros, os pessimistas, olham com muita desconfiança para o futuro e manifestam a sua descrença sobre a capacidade dos actuais Dirigentes Políticos para conseguirem tomar as medidas necessárias para colocar a União na senda do desenvolvimento e do progresso.
Confrontados com estas duas posições antagónicas, muitos dos cidadãos europeus seguem com apreensão o evoluir dos acontecimentos procurando distinguir o que parece ser positivo do que é negativo. Por outro lado, talvez pela força da Comunicação Social, criam grandes expectativas sempre que os Altos Dirigentes Europeus se reúnem.
Foi o caso da Cimeira de 9 de Dezembro, onde muitos esperavam grandes decisões capazes de dotar a União de instrumentos eficazes de apoio aos países em dificuldades e assim combater a crises particulares e global. Nesta reunião deu-se um passo em frente com a aceitação do princípio de «estabilidade orçamental»: os países comprometem-se a inscrever nas suas Constituições (ou em Lei equivalente) um nível de défice que não pode ser ultrapassado. Esta decisão não foi tomada por unanimidade: o Reino Unido, que fazendo parte da União, não pertence à Zona Euro, ficou de fora. Esta situação dá razão aos analistas mais pessimistas que vêm nela o prenúncio da desfragmentação da União Europeia.
A razão para os avanços e recuos, as decisões tardias e muito tímidas que são tomadas nos fóruns de decisão da União, está relacionada com o acentuar dos interesses nacionais, em detrimento da assumpção de valores da solidariedade e da cooperação, traves mestras de uma Comunidade Europeia, como foi sonhada pelos seus Fundadores.
Que os valores da Paz, da Fraternidade e da Solidariedade Humana, que sempre ligamos ao tempo do Natal e Ano Novo, sejam assumidos e praticados pelos Cidadãos europeus e seus Dirigentes para que possamos vencer os desafios que esta crise nos coloca.
dezembro 2011
A Direcção

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