terça-feira, 10 de janeiro de 2012

EDITORIAL - JANEIRO 2012

ESPERANÇA

Esta têm de ser a atitude a assumir em toda a reflexão e acção a desenvolver durante este ano de 2012.
Como é obvio ao falar em esperança não nos estamos a referir a uma atitude passiva, de quem deixa andar, esperando que o desenrolar dos acontecimentos e as acções de outros provoquem algumas mudanças no sentido que gostaríamos. Pelo contrário, ao falarmos em esperança queremos referir-nos a uma atitude bem activa de compromisso com a construção de um futuro diferente.
A sabedoria popular forjou uma linda expressão para referir-se às grávidas. Ao falar delas diz que estas mulheres estão de esperança. Na verdade, a grávida é aquela que espera o nascimento do seu filho, mas essa espera é uma acção positiva que a faz viver, já no presente, desse futuro. No fundo, esse futuro é já antecipado e começa a marcar a vida do dia a dia. Por isso ela vive já dele, preparando-o de uma maneira mais intensa, tornando-o possível, dando-lhe já um certo estatuto de realidade presente. Para além disso, a grávida é alguém que não está só preocupada consigo mesma, pois sente-se impulsionada a criar espaço e tempo para um outro, que não tendo ainda nascido é já uma presença.
Verdadeiramente é esta a atitude a assumir. Todos já percebemos que vamos ter de construir um futuro diferente, mais humano, mais fraterno, mais justo, ou seja, mais centrado no bem comum e no exercício do cuidado do outro.
Se cada um só tratar de si certamente o nosso modelo de vida está condenado. Temos de trilhar outros caminhos, ousando esperar outro futuro. Para isso temos que comprometermo-nos com ele, vivendo já desse horizonte, fazendo dele a força do nosso viver.
Neste ano de 2012 não podemos ter medo de ter esperança.
Janeiro 2012
A Direcção

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