quarta-feira, 17 de junho de 2015

Participar na vida da sociedade 
é um direito e um dever de todos

Neste ano de 2015, nós, os portugueses, não podemos esquecer que em finais de Setembro, ou nos primeiros dias de Outubro, haverá eleições para a escolha de Deputados à Assembleia da República, cujo resultado implicará a Formação do Governo. A escolha que for feita, pelos cidadãos, terá fortes consequências para o futuro colectivo de todos nós. É por isso que ninguém se deve alhear do acto eleitoral e deixar que outros façam as escolhas que sempre afectarão todos.
Para os Cristãos, em particular, a participação na vida na vida pública, para além de um direito, é um dever que resulta da Fé que professam. No compêndio da Doutrina Social da Igreja pode ler-se: «... a participação é um dever a ser conscientemente exercido por todos, de modo responsável em vista do bem comum». E noutro ponto, o mesmo compêndio acrescenta: «A participação na vida comunitária não é somente uma das maiores aspirações do cidadão, chamado a exercitar livre e responsavelmente o próprio papel cívico com e pelos outros, mas também um dos pilares de todos os ordenamentos democráticos, além de ser uma das maiores garantias de permanência da democracia».
No momento em se aproxima o período em que muitos portugueses têm o seu tempo de férias, talvez seja útil começar a reflectir sobre estas questões. Depois, importa que cada um se prepare para fazer a escolha mais adequada tendo sempre em vista o alcance do bem comum, ou seja «o conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro , alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição».
Como é grande a nossa responsabilidade, temos obrigação, não só de votar, mas de votar de forma muito consciente e para isso é necessário recolher informação, estudar as propostas dos diversos partidos concorrentes, quiçá, até participar em reuniões e comícios, assistir a debates para cimentar convicções. Ver, julgar e agir, a velha metodologia tão querida do Padre Abel Varzim, surge como caminho a seguir, nesta como em muitas outras situações.
junho / julho
2015

A Direcção

Sem comentários:

Enviar um comentário